domingo, 31 de outubro de 2010

PROFISSÃO POLICIA

Vídeo (des)motivacional tratando da atividade policial: “Baixo salário; Risco intenso de morte; Baixa estima; Estresse constante; Ausência familiar e social; Hostilidade da sociedade e meios de comunicação; Milhões de fiscais e consultores; Rotulação pelo erro de minorias”.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tributo à Polícia, por Pedro Bial

Geralmente a homenagem feita às polícias vem através de visões deturpadas e distorcidas de apresentadores sensacionalistas que defendem a repressão violenta da polícia. Não é o caso do vídeo que trazemos hoje, um tributo justo e sério à atividade policial feito por Pedro Bial, no Fantástico.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PEC 300 – Últimas Notícias

Em: Eleições 2010InformesPolícia e Política
Como já prevíamos, a Proposta de Emenda Constitucional de número 300, a PEC 300, acabou um tanto alheia às discussões durante o período eleitoral – que se encerra no próximo de 31 de outubro, quando ocorrerão os segundos turnos, notadamente o presidencial. Com o recesso do Congresso Nacional, instância legislativa responsável pela aprovação da PEC, as mobilizações cessaram, prometendo voltar após o pleito.
Porém, a PEC do piso salarial policial não ficou de todo adormecida, e mereceuatenção de alguns candidatos, notadamente de deputados federais que procuravam se reeleger após defenderem a medida na Câmara Federal – como já discutimos aqui, os principais deles não conseguiram a reeleição.
Entre os presidenciáveis, a mais eloquente defensora da PEC 300 foi a candidata Marina Silva, do PV. Além de defender abertamente a criação do piso salarial nacional para as polícias, Marina chegou a sugerir a medida aos candidatosremanescentes, José Serra e Dilma Roussef, como critério de apoio no 2º turno. Abaixo, as propostas de Marina para a segurança enviada aos candidatos:
A candidata Dilma, segundo o jornal O Globo, se manifestou do seguinte modo:
Na segurança, Dilma deixa clara a urgência com a qual pretende aumentar os salários das polícias, com um “pacto” entre os governos federal, estaduais e municipais:
“A necessidade indiscutível de um piso nacional de remuneração para policiais tem de ser objeto de um pacto entre a União, os Estados e os Municípios. Essas e outras questões deverão ser objeto de uma PEC a ser enviada no menor prazo possível, consultados os entes federativos”.
O Jornal O DIA noticiou as seguintes informações sobre a PEC 300, Dilma e Serra:
Servidores da área de Segurança Pública de todo o País estão atentos ao calendário de votação da Câmara dos Deputados, nas semanas que vão suceder o segundo turno das eleições. Está prometida a votação de dois importantes textos para a classe: as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 300/08 e 446/09, que estabelecem piso nacional para as polícias.
Os deputados já aprovaram as duas propostas em primeiro turno, mas é necessário um segundo turno antes de seguir para o Senado.
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já declarou que, se eleita, vai criar o fundo constitucional para subsidiar o pagamento do piso nacional de policiais e bombeiros em cada estado. O fundo está previsto na PEC 446/09.
O candidato José serra (PSDB) limitou-se a declarar que defende a valorização salarial e a qualificação da polícia, sem posicionamento concreto sobre o tema. Ele comentou que também defende o sistema de meritocracia no serviço público.
Em março, a Câmara aprovou o piso de policiais e bombeiros. O texto aprovado foi o da PEC 446/09, que prevaleceu sobre a PEC 300/08, e definiu o piso provisório de R$ 3,5 mil para os policiais e bombeiros de menor graduação e de R$ 7 mil para os de nível superior até que lei federal determinasse os valores permanentes.
Se os candidatos fossem mais perspicazes, ao mesmo tempo em que se dedicariam a uma questão fundamental para a segurança pública – a valorização salarial – estariam angariando uma boa parcela dos centenas de milhares de policiais de todo o Brasil. De qualquer modo, resta pouca dúvida que as mobilizações deverão continuar, ou nada de PEC 300.
Faça sua parte!

O Serviço Policial e o Sono


Ao contrário do que mostram as obras cinematográficas e os seriados mirabolantes da atualidade, o serviço policial nem sempre é entusiasmante e cheio de ocorrências. Inda mais durante a madrugada, quando a esmagadora maioria das pessoas desistem de causar problemas e perturbações à ordem para se entregarem ao aconchego de suas camas. A exceção a esta regra são alguns trabalhadores: médicos, enfermeiros, vigilantes e policiais, por exemplo, que devem se dedicar diuturnamente a proteger os bens alheios, principalmente a vida.

Enquanto há ocorrências, para os policiais, é muito fácil se manter alerta e empolgado com o serviço, pois a mente é distraída pelo problema a ser resolvido. Mas basta as chamadas escassearem para a monotonia tomar conta, e aquilo que é um conforto para os demais cidadãos, passa a ser um risco para os policiais: o sono.


A depender da escala de serviço – no Brasil ainda há unidades em que o policial trabalha por vinte e quatro horas consecutivas – o problema do sono no serviço policial é mais fácil de ser administrado. Quanto menos tempo o policial trabalhar imediatamente antes da madrugada, melhor, pois menos cansaço irá sentir, estando mais preparado para enfrentar o monótono período da meia noite até o amanhecer.

Guarnições policiais em viaturas, módulos ou delegacias que se desligam do serviço policial para deliberadamente dormir estão cometendo um erro, uma vez que provavelmente vão expor a risco a segurança dos PM’s ou PC’s e deixarão de atender a eventuais chamadas da população – grande prejudicada com a omissão policial. Quem discorda, basta imaginar a mãe, o pai, o filho ou outro familiar solicitando a presença policial durante a madrugada e não recebendo resposta em virtude da sonolência de um colega.

Por outro lado (e quando discutimos o serviço policial sempre há outro lado), existem situações em que policiais de fato não conseguem se manter acordados. O sono é uma necessidade fisiológica, e forçar um policial a trabalhar com sono pode ter consequências trágicas. Não é preciso refletir muito para constatar que arma de fogo e sono não é uma boa combinação.

O ideal é que cada policial possa se preparar para a jornada de trabalho, dormindo bem antes de seu início. Mas a questão passa pelos afazeres cotidianos de cada indivíduo, que geralmente trabalham em outros locais (o “bico” é uma realidade na esmagadora maioria das polícias), e nem sempre possuem tempo para praticarem esportes e atividades físicas, aumentando sua resistência à fadiga.

Aos comandantes ou chefes de guarnições policiais cabe a criatividade em motivar seus comandados no controle do sono em serviço – uma vez que, como dito, nem sempre será possível extingui-lo. Aqui, vale ressaltar os dois bens dos quais não se pode abrir não: a eficiência no atendimento das ocorrências e a segurança dos policiais.

No caso simbólico em que um motorista de viatura se encontra fatigado, algo não muito raro de ocorrer, em virtude do esforço maior por causa de sua função, não é absurdo que os demais componentes da guarnição se mantenham alerta enquanto o colega se recupera. Com prudência e retidão profissional, consegue-se chegar a práticas éticas e menos desgastantes. É o que penso.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Polícia quer romper o medo que população ainda sente

Roberta Trindade - Repórter

A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, prometeu durante a  campanha política   implantar no Estado, por meio da Polícia Militar, o programa Ronda no Quarteirão – que vem dando muito certo no Estado do Ceará, copiado por vários Estados brasileiros. A forma é simples e eficiente. Nos últimos três anos  diminuiu muito a violência na capital cearense e região metropolitana. Mas, por enquanto, o que se vê no RN ainda é um entrave entre polícia e comunidade. 

Em 2009 foi montado o programa de Reestruturação da Polícia de Bairro,  que ainda não apresentou resultados. Em 2000, foi montada a polícia comunitária que havia iniciado, timidamente, em meados de 1980, as  “tão faladas” bases comunitárias - aquelas que  sempre foram um “calo no sapato” dos administradores da segurança no RN não apresentavam evolução. A cúpula da polícia não confirma  o porquê dos projetos não terem alavancado, porém, o que se comenta nos bastidores da polícia foi, sem dúvida,  a falta de investimento por parte do governo do Estado. Prédios velhos e sem a mínima estrutura, veículos  com pneus carecas e  rádio transmissor que nem sempre funcionava era o que os policiais militares tinham para trabalhar. Hoje, sem dúvida, a realidade constatada pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, que percorreu várias unidades da Polícia Militar é diferente, mas um dos mais importantes desafios deve ser rompido - a barreira do medo. A população ainda demonstra receio de se aproximar da polícia que, para parte da população, não tem credibilidade. 

Com a imagem desgastada, a polícia que sempre esteve longe da população, agora quer trabalhar ao lado da comunidade. E está tentando. A solução: unir investimento, profissionalismo e conscientização. Uma receita que não parece ser tão difícil colocar em prática. Para romper as barreiras, as bases comunitárias estão ficando com “outra cara”. 

Aldair DantasLago, Barreto e Rafael concordam que o trabalho de policiamento comunitário tem surtido efeitoLago, Barreto e Rafael concordam que o trabalho de policiamento comunitário tem surtido efeito

São 24 bases espalhadas pelas quatro zonas: Norte, Sul, Leste e Oeste. Pelo menos 11 delas já estão totalmente reestruturadas. Os prédios foram recuperados, os móveis são novos. O PM ainda conta com um notebook, um computador, coletes refletivos, máquina fotográfica digital e moto, além de uma viatura blazer em bom estado de conservação – as novas guarnições devem chegar nos próximos dias (veículo Astra). 

Para o comandante da Polícia Militar, coronel Francisco  Araújo, todo o material destinado às bases comunitárias vai auxiliar nas primeiras investigações de um crime. “Esse material é de uso exclusivo da Polícia Comunitária. Estamos nos aproximando da população. Estamos fazendo tudo para estarmos ao lado da comunidade”.

O coronel Araújo diz que  “hoje a polícia é cidadã. É necessário que todos estejam com o mesmo espírito. Juntos fazemos a diferença. Importante frisar que o policial é um trabalhador. Vive na comunidade”. Mas o PM que trabalha na base comunitária tem treinamento especifico?

Segundo o coronel, hoje os profissionais fazem cursos como: multiplicador de polícia comunitária, direitos humanos, entre outros. “Tenho convicção que a sociedade agora acredita mais na polícia”, enfatiza.Com a melhoria nas bases,  foram adquiridos quatro Splinter. “Os policiais que trabalham na base são pegos no quartel e levados para o local de trabalho”, garante o comandante.

Sobre as duplas de Cosme e Damião que a população não vê mais nas ruas, o coronel argumenta: “Aumentamos o número de viaturas e, por isso, reduzimos a quantidade de policiais a pé. A vantagem é que se tem maior visibilidade. Os PMs    que estiverem nas viaturas podem estar em vários locais. Há uma rotatividade”. 

Até computador a base comunitária agora tem

O major Lago Júnior é responsável pelo 5º Batalhão que compreende toda a região da zona Sul. Além das oito bases, ainda há dois postos policiais que estão localizados em Cidade Jardim e na Ceasa. São 320 policiais militares e, pelo menos, 300 estão nas ruas. “São dois PMs por base, mas queremos mais. Hoje estamos com todo o efetivo do batalhão, praticamente, na rua, seja em guarnições, postos ou bases”, disse Lago.

O major afirma que são ao todo 33 carros para atender à população. Destas, 15 pertencem ao batalhão,   o Bpchoque (Batalhão de choque), o Ronda Escolar e os policiais da Rocan (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) que percorrem toda a região sul de Natal. 

Já o capitão George Barreto de Lira, supervisor da capital e região metropolitana, enfatizou que, estatisticamente, tem havido uma   diminuição no número de ocorrências. “Há produtividade”.

O tenente Rafael Soares Ribeiro, que está nas ruas trabalhando junto à comunidade, acredita que a polícia está caminhando para a polícia comunitária. “É ideal e simples. A nossa filosofia (policiais) é interagir com a população”. 

Francisca Tavares é líder comunitária do Serrambi e diz que é visível a melhora  quando o assunto é segurança, mas que ainda deve se evoluir bastante para ser o ideal para a população. A líder comunitária disse que  “os policiais estão mais presentes. Isso é bom para todo mundo”. 

Já na zona Norte são dez bases em funcionamento. Na sexta-feira (22) foi reinaugurada a base do loteamento Planície das Mangueiras. Bem diferente do que a população está acostumada a ver nos bairros, conjuntos e loteamentos da cidade, agora nessa base os policiais trabalham com notebook,   máquina fotográfica digital, móveis, coletes sinalizadores, além de carro e moto. 

O subcomandante do 4º Batalhão da zona Norte, major Manoel Kenedy, informa que a zona Norte há dois anos ultrapassou os 350 mil habitantes e que a polícia estruturou as bases para atender a necessidade da população. “Nas bases teremos banco de dados. Fotos de bandidos e até o modus operandi de cada um. Tudo para que o trabalho seja mais rápido”.

Apesar da polícia estar tentando ficar mais próxima da população, o morador da zona Norte José Osmando Batista,   acredita que a situação ainda é muito difícil. “Ainda não comecei a ver resultados. Estamos esperando”.

Já Reginaldo da Silva, 41 diz que o problema da segurança é crônico e que somente uma força divina conseguirá resolver o problema. “Só Deus”.

Ronda no Quarteirão é um sucesso

No Estado do Ceará, uma promessa de campanha do governador reeleito Cid Ferreira Gomes (PSB) está dando tão certo que não para de crescer. É o  programa Ronda no Quarteirão. Criado em 21 de novembro de 2007, o   projeto piloto foi colocado em prática, inicialmente, em cinco áreas heterogêneas de Fortaleza e região metropolitana. Muito trabalho unido ao  aperfeiçoamento de  agentes de segurança pública em agentes transformadores da pacificação social  tornaram o projeto em um programa eficiente com adeptos em vários Estados da Federação. No     Piauí, por exemplo, o programa Ronda no Quarteirão já foi colocado em  prática. Vários outros Estados da federação mandaram representantes até o Ceará para conhecer o trabalho comunitário da polícia cearense. 

O coronel Werisleik Matias, comandante do policiamento do Batalhão comunitário do Ronda no Quarteirão do Ceará, explica como funciona o programa, que possui quatro fundamentos básicos: o profissional (qualificação com cursos de capacitação), o homem (cidadão bem atendido), a comunidade (só existe polícia comunitária se tiver comunidade) e a tecnologia (investimento). “Além de um grande investimento logístico, nosso profissional é preparado com cursos de aprimoramento. E mais, 70% dos nossos soldados são graduados ou fazem pós-graduação”

O Ronda no Quarteirão começou com cinco bases comunitárias em locais onde o índice de violência era considerado alto. Aldeota que abrange Meireles e Praia de Iracema, Centro, Bom Jardim, Jangurussu e conjunto Jereissate.  “A polícia se aproxima do cliente (população). Os policiais militares realizam visitas comunitárias. Vão em residências, escolas, condomínios, hospitais, igrejas. Queremos conhecer o cidadão, mas, principalmente, queremos que  eles nos conheçam. Existe uma laço de confiabilidade entre polícia e comunidade”. 

Durante as visitas, o policial entrega um folder ao morador com a foto de cada policial que trabalha na área, o nome e o horário em que cada um está de plantão. No folder constam, ainda, o perímetro coberto pela base e o  telefone do veículo. Não existe custo para a população. Segundo os profissionais que atuam na área, só existe beneficio. Os policiais que trabalham no Ronda no Quarteirão são monitorados 24 horas para evitar desvio de conduta. “Caso haja necessidade de uma auditoria, temos tudo gravado” 

Nos carros da polícia estão acopladas duas câmeras de filmagem. Uma delas fica localizada no painel  e a outra no fundo do automóvel. As câmeras captam a imagem e o som de tudo o que acontece dentro do veículo e também alcança um ângulo de 30 metros.  Na Hilux ainda há um computador de bordo onde o próprio policial pode fazer a pesquisa da Polinter (ficha criminal) de um suspeito ou então verificar se consta queixa de roubo de um  automóvel, por exemplo.  Werisleik Matias cita alguns meios tecnológicos importantes que colaboram para o bom andamento dos trabalhos. “O Ronda no Quarteirão possui um software georreferênciado  (programa para visualizar as ocorrências), análise diária das dinâmicas criminais e um mapa detalhado dos locais onde os policiais atuam. É uma nova estratégia de fazer polícia”, completa.

Bate-Papo »  Araújo Lima - coronel da PM

O senhor é um dos policiais mais entusiastas do Rio Grande do Norte quando o assunto é base comunitária. Por que?

Criei o policiamento comunitário em dezembro de 2000. Anteriormente, em Natal havia um trabalho voltado para esta área, mas não com o caráter científico. 

A polícia deve trabalhar ao lado da comunidade?

Claro. Não sei porque hoje se agregou tanto equipamento e a polícia está longe da comunidade. O policial tem que conhecer o dono do mercadinho, a dona de casa, o estudante, o pessoal da igreja. Hoje os policiais ficam no ar condicionado (dentro das viaturas). Tem que estar nas ruas. O policial tem que conhecer a creche, o hospital.

Para o senhor, o policiamento comunitário é o caminho para a diminuição da violência? 

Essa é a polícia de verdade que agora chega com força total em Natal. Todas as bases estarão equipadas. O índice de corrupção, por exemplo, é zero. Policia e comunidade se conhecem e se respeitam.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Paraíba (PMPB) terá sua PEC 300

A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional de número 300, a PEC 300, é um anseio da esmagadora maioria das polícias e bombeiros militares brasileiros. A proposta visa criar um piso salarial nacional, com salários dignos para os PM’s e BM’s. A boa notícia é que existem estados onde os governos se anteciparam na preocupação com os profissionais de segurança, e não aguardaram a boa vontade do poder legislativo nacional para valorizar seus policiais.
Sem falar em corporações como a Polícia Militar do Distrito Federal, PMDF, (referência no Brasil) e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, PMMS, que há algum tempo paga razoavelmente seu efetivo, temos o caso recente da Polícia Militar de Sergipe, caso notório no nordeste brasileiro, que aumentou em até 80% o salário dos PM’s. Agora, a Paraíba segue o mesmo caminho, com a proposta do governador José Maranhão (PMDB) em mandar um projeto à Assembleia Legislativa que equipara o salário da PMPB ao da PMSE:

O governador José Maranhão (PMDB) demonstra mais uma vez o compromisso e o diálogo aberto com os servidores públicos estaduais. Na noite da última sexta-feira (08.09), Maranhão se reuniu com entidades representativas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros da Paraíba e garantiu que vai equiparar os vencimentos da categoria ao que é pago pelo Estado de Sergipe – uma das melhores remunerações do Brasil e a melhor do Nordeste.
Com o envio de um projeto de Lei à Assembleia Legislativa da Paraíba, o governador José Maranhão implantará de imediato quase a totalidade do que prevê a PEC 300, que tramita no Congresso Nacional e é uma antiga reivindicação dos policiais, além de sinalizar o empenho da atual administração em reestruturar a Segurança Pública para os paraibanos. A medida também abrirá um precedente para que a remuneração dos policiais militares e bombeiros de todo o Brasil também seja elevada.
[...]
Avanços da Segurança Pública – Em pouco mais de um ano e oito meses de gestão, José Maranhão já conseguiu implantar muitas melhorias para a Polícia Militar. Em 2009 foram capacitados 1.950 policiais, entre formados, capacitados e especializados. Antes mesmo de 2010 acabar já terão passado por treinamentos e capacitações 2.400 homens da corporação. Além disso, o governo do Estado adquiriu 129 caminhonetes para a PM e outros 30 veículos novos para a Polícia Rodoviária Estadual, entre outras melhorias.
Clique e leia toda a matéria!
O governador Maranhão é candidato à reeleição na Paraíba, disputando o segundo turno no próximo dia 31. Nem é preciso dizer em quem os PM’s da Paraíba irão votar…

domingo, 17 de outubro de 2010


EDITAL DE CONVOCAÇÃO


        Associação dos Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó/RN – APBMS, no uso de suas atribuições legais, e com fulcro em seu respectivo Estatuto Social, convoca seus associados e pretendentes a participarem do quadro de sócio efetivo, para se fazerem presentes na Assembléia Extraordinária, que realizar-se-á no dia 03 de novembro de 2010 (quarta-feira) às 18h e 30m, primeira convocação e em segunda convocação às 19h, em sua nova sede provisória, com finalidade de tratar das seguintes pautas:
  1. Assuntos relacionados ao novo estatuto da APBMS;
  2. Apresentação da planta baixa do clube mais sede;
  3. Apresentação do projeto Patrulheiros Mirins;
  4. Eleição para o quadro efetivo de novos sócios;
  5. Demonstrativo financeiro e novas conquistas da APBMS;
  6. Outros assuntos.

Visto posto mediante os fatos e fundamentação exposta a APBMS/RN, através de manifestação de seus associados, aguarda A PRESENÇA DE TODOS.


Atenciosamente,


JOÃO BATISTA DANTAS - Presidente da APBMS/RN


"Mais que uma associação, um projeto social!"

domingo, 10 de outubro de 2010

Fim da escravidão na Polícia e no Bombeiro Militar de SC

Decisão obriga Estado a pagar horas excedentes aos praças aprasquianos.
A partir de agora o Estado de SC vai ter que pagar as horas excedentes trabalhadas pelos policiais militares. Na decisão emitida pelo juiz da Vara da Fazenda, foi concedida a antecipação de tutela em caráter liminar. Isso significa que todo o policial e bombeiro militar filiado a Aprasc que ultrapassar as 40 horas extras mensais vai poder receber em seu contracheque as horas excedentes. A vitória é fruto do trabalho do setor jurídico da APRASC, que pleiteava a ação há cerca de três anos.
O trabalho escravo vai deixar de existir na PM e no BM de Santa Catarina. A sentença proferida pelo Juízo da Vara da Fazenda da Comarca de Florianópolis no início de junho, em resposta a ação movida pela Associação dos Praças de Santa Catarina - APRASC, determina que policiais e bombeiros militares devem receber por todas as horas trabalhadas.
Até hoje o Estado de SC, a exemplo da maioria dos Estados da Federação, negava aos profissionais o direito elementar de receber pelo seu trabalho. Amparado no regime de trabalho militar desses servidores, o Estado se utiliza do trabalho de bombeiros e policiais em períodos extraordinários e sem nenhuma compensação financeira. Esses profissionais eram escalados em suas folgas sob o pretexto da “necessidade do serviço” e não podiam contestar, sob pena de infringir os regulamentos militares.
Devido ao problema crônico da falta de efetivo das instituições, a solução mais fácil sempre foi o aperto das escalas de serviço. Na maioria das cidades de SC, policiais e bombeiros militares são submetidos a escalas de 24 horas de trabalho com 48 horas de descanso. Em cidades menores, não é raro encontrar escalas absurdas de 24 horas trabalhadas por 24 horas de folga. Nesse tipo de escala, o profissional trabalha em média de 240 a 360 horas mensal, enquanto a maioria dos servidores públicos trabalha de 160 a 200 horas por mês. É como se o Estado se apropriasse de uma semana de trabalho desses servidores todos os meses.
O Juiz Jânio Machado, ao votar na sentença, comparou o trabalho gratuito dos militares de SC ao trabalho escravo: “Seria defensável que ficariam integralmente à disposição da entidade - em regime equiparável somente a escravidão”. A decisão do magistrado concede a antecipação de tutela, ou seja, determina que de agora em diante todas as horas sejam pagas devidamente no contracheque dos militares estaduais.
A APRASC defende que os policiais militares, na condição de prestadores de um serviço essencial, devem estar a disposição para atender a população quando necessário, mas jamais esse sentimento de dever para com a comunidade pode ser utilizado pelo Estado para escravizar esses trabalhadores. Os militares provavelmente vão continuar a ser escalados extraordinariamente, mas agora vão receber por esse trabalho.
O Estado recorreu e nova liminar suspendeu temporariamente os efeitos da decisão em primeira instância. Mas os trâmites pelos tribunais continuam até que a ação seja julgada em última instância, em uma das Câmaras de Direito Público, por três desembargadores.

O Praça ou A Praça?

     Os revisores de texto do Congresso mais uma vez erraram quanto ao emprego do vocábulo "Praça". O artigo 33 da lei 12086 diz: "A Praça a que se refere o art.32 frequentará o Curso de Habilitação de Oficiais na graduação em que se encontra..."


     Repetindo erros anteriores, os revisores se referem ao policial do Quadro de Praças como "A Praça" Erro. No gênero feminino, praça se refere a lugar público: A Praça dos Três Poderes. Na acepção de soldado, cabo, sargento e subtenente, o vocábulo deve ser usado no gênero masculino. Como nesse exemplo de de Paschoal Cegalla: "Vi um praça entrando no quartel"[Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, RJ, Nova Fronteira, 1999]

     Os bons escritores também usam o gênero masculino para se referir a esses militares. Vejamos: "Onde estão os praças de cavalaria, que já não tilintam esporas na calçada?" (Dalton Trevisan, O Vampiro de Curitiba, p.138). Podem dizer: "Está na Lei". Não importa. Erro oficial não deixa de ser erro. Ademais, quem legisla e interpreta a norma culta da língua são outras autoridades: Suas Exas - Evanildo Bechara, Domingos Paschoal Cegalla, Saconni, Eduardo Martins, etc. Não pertenço à "Brigada dos Mártires de al Gramática". Tenho perspectiva sociolingüística, mas texto oficial tem de primar pela norma culta e pelo Volp.