segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os Projetos dos Policiais



“Qual o seu projeto ao entrar na polícia?”, perguntava o instrutor nos dias de apresentação da turma, quando através dos anseios individuais o professor tentava extrair um perfil daqueles que seriam seus alunos durante o semestre. Após a Academia, percebe-se o quanto diferem, de fato, as intenções de cada policial ao operar a estrutura que lhe cabe da polícia. Neste post vamos analisar justamente essas pretensões individuais, que podem ser agregadas em três grupos: o Projeto de Poder, o Projeto de Polícia e o Projeto de Segurança Pública.
Certamente os nomes não expressem bem os grupos, algo comum a qualquer generalização, pois ignora as interações, entradas e saídas que cada grupo possui, e cada policial em si. Mas, como todo texto publicado neste blog, trata-se apenas de uma provocação à discussão. Vamos lá:

Projeto de Segurança Pública

No primeiro grupo temos os policiais que têm em mente um projeto de segurança pública. Melhor dizendo, esses policiais são servidores públicos no sentido amplo da palavra. Entendem a natureza comunitária de sua função, e reconhecem o cidadãocomo seu cliente. Para ele, a polícia é apenas uma estrutura montada para garantir os direitos e garantias da sociedade, vendo em todas as mudanças que garantam o desempenho dessa missão algo benéfico.
O policial que pensa na segurança pública geralmente é pragmático, tem foco nos resultados, e está desvinculado e descomprometido com qualquer tipo de fórmula pronta, ao tempo em que se mostra aberto a críticas, sugestões e mudança de rumos.

Projeto de Polícia

“Corporativista” é a palavra-chave para designar este policial. Ele não está ligado ao fim social da corporação, mas à corporação em si. Aceita mudanças e adaptações, contanto que preserve o espírito que julga ser a essência da instituição. Vê as críticas como algo que diminui a corporação, e faz de tudo para agregar valor a ela, mesmo que se trate de mera fachada.
Defende altos salários, viaturas novas, repartições luxuosas, regalias e privilégios, sem necessariamente se importar com as contrapartidas sociais. Chega a ficar indignado quando vê policiais que “mancham” a instituição, notadamente quando se trata de corrupção – mas tem pudores quando se faz necessário denunciar um colega.

Projeto de Poder

O policial que desempenha apenas um projeto de poder se utiliza de práticas como as citadas acima, convenientemente adequadas ao público que o circunda. Em vez de ter o cidadão ou a corporação como fim, possui ambos como meio. É capaz tanto de desmerecer e subjugar um como o outro, pois visa apenas o fim pessoal em suas ações. Aqui se enquadra o corrupto, ou mesmo aquele que age visando uma função ou cargo.
A ânsia pelo poder faz o policial fingir falsas indignações, elogiar mentirosamente, omitir-se à vista do mal, punir inocentes e absolver culpados. O projeto de poder segue à máxima que diz que “onde há um senhor, há um escravo”, de modo que o escravo fatalmente trabalhará, às vezes inconscientemente, para tornar viável a ascensão do senhor. “Perversidade”, “covardia” e “manipulação” são palavras-chave aqui.
* * *
Como dito, a divisão feita é uma grosseira generalização, mas cada policial certamente encontrará um pouco de si em um ou outro grupo. Dispensando julgar qual dos três é o melhor projeto, deixo ao leitor a tarefa de autoreflexão, e identificação em seu meio de quem age de qual modo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

APBMS denuncia o ex-comandante da Polícia Militar, Cel PM Marcondes, ao TRE.

             
       A APBMS denunciou hoje ao TRE o ex-comandante da PMRN, Cel. PM Marcondes, por ordenar ao comando do 6º Batalhão de Polícia de Caicó para escalar os policiais para uma reunião realizada no hoje dia 16 de setembro de 2010 no Centro Pastoral Dom Vagner para fins eleitoreiros, policiais que estavam saindo de serviço foram escalados para ouvir essa palestra que a princípio era apenas para vender armas se tornou num verdadeiro comício. Além das praças estavam presentes os oficiais dos 6º BPM.
        O que se viu foi uma propaganda do governo atual, o Cel. Marcondes trouxe também o candidato a deputado estadual Cel. PM Taveira para pedir votos.
        O Cel. Marcondes disse que estava realizando essa mesma reunião em todos os batalhões, pedindo votos para o Governador Iberê e a Candidata ao Senado Vilma de Farias.
        O presidente da APBMS teve uma conversa no 6º BPM com o Ten. Cel. PM Cipriano, Comandante do 6º BPM, perguntou ao mesmo o motivo dessa reunião e este informou que seria para tratar de vendas de armas aos policiais. O Ten. Cel. Cipriano informou, que disse aos policiais que estariam liberados se o assunto da reunião fosse para tratar de política e achava errado se esse assunto fosse tratado ali.
         Mas o que se viu não foi apenas venda de armas, mas uma verdadeira propaganda política. Houve slide e filmes sobre o governo atual de Iberê.
         O nobre Coronel Marcondes elogiou o governo pelas políticas públicas de segurança e a forma que estava tratando a PM, ao mesmo tempo o Cabo João Batista, presidente da APBMS, relembrou ao Coronel sobre as expulsões de policiais que ocorreram em sua gestão, então o Coronel respondeu que esses policiais mereceram, pois quebraram regras do regulamento da PM.
        Após essa prática eleitoreira do Cel. Marcondes o presidente da APBMS denunciou ao TRE esse crime eleitoral praticado pelo Cel. Marcondes, Cabo João exigiu providencias urgentes por parte da justiça.

 Fonte: APBMS.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ABAIXO ASSINADO EM FAVOR DE UMA ASSEMBLEIA GERAL DA ACSPM/RN

Abaixo Assinado

Nestes últimos meses tenho sido procurado por muitos sócios da ACSPM/RN com o objetivo de orientá-los sobre a sua permanência enquanto sócio da entidade. Como defensor de uma entidade que represente uma categoria que lute e defenda os seus interessados, sempre orientei ao sócio para que não abandonasse a ACS, a causa e principalmente a categoria.

A ACS é uma entidade bastante importante dentro do estado, devido a sua representatividade, trabalho e conquistas nos últimos anos em prol da categoria.

A ACS é grande, sendo formada por mais de 2000 sócios e não apenas por alguns diretores.

Tendo em vista o comportamento da atual direção e o questionamento de um bom número de sócios.

Solicito aos sócios da ACSPM/RN, a participarem de uma Assembléia Geral para discutirmos estes tópicos:

>Permanência ou exclusão da atual direção. (conforme o inciso II, do art. 14º, do estatuto da ACS)

>Formação de um novo conselho fiscal, já que o mesmo não foi eleito em Assembléia Geral. (conforme o § 1º, do art. 15º, do estatuto da ACS)

Os sócios que forem a favor desta Assembleia Geral deverão preencher um abaixo assinado que se encontra a seguir.
Fonte: Caboheronides

Obs: O presidente da APBMS, Cabo João Batista, avisa que o associado do seridó poderá ir até a sede da referida associação assinar o abaixo assinado.

AS ASSOCIAÇÕES DIVULGAM NOTA DE ESCLARECIMENTO E APOIO A SARGENTO REGINA.

No início de 2009 a Sargento Regina participou de uma reunião no Clube Tiradentes com os Presidentes e diretores das Associações representativas de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. O assunto em pauta era a situação do mandato na Câmara Municipal e o planejamento das ações do grupo político que trabalhou para a sua eleição em 2008 para as eleições de 2010.

Nas quase três horas de conversa Sargento Regina desabafou sobre as cobranças que vinha recebendo no Gabinete mais precisamente da ACSPM–RN. Das dificuldades financeiras porque estava passando conseqüência de uma campanha feita na raça, sem recursos e garantida com a contração de empréstimos feito por ela mesma. E sobre o jogo político com o qual se deparou logo que assumiu o mandato. E do qual nunca fez parte.

Reproduziu francamente o cenário que encontrou no legislativo municipal, as concessões e a troca de favores. As negociações e os números de votos como moeda de troca dentro do jogo político. Declarou decepções e frustrações com as posturas individualistas e precipitadas de alguns ora apoiadores de sua candidatura e, imediatamente opositores de seu mandato por não terem sido imediatamente recompensados com a eleição.

Questionada fez uma radiografia do assédio que sofria por todas as partes, aliados e oponentes, que visavam o benefício particular. A reunião foi antes de qualquer coisa, uma prestação de contas da recém empossada Vereadora Sargento Regina aos diretores das Associações que a apoiaram. Àquela reunião tinha tudo para ser um momento de integração e debate coletivo para a definição da estratégia de ação do grupo que trabalha em busca de espaço político no Estado para garantir a defesa do interesse da categoria Policial e Bombeiro Militar. Ressaltando a vereadora que a quantidade de votos obtidas na eleição poderia ser mostrada a autoridades políticas no sentido de adquirirmos apoio de estrutura para o nosso projeto em busca de uma cadeira na assembléia legislativa.

Por Diversas vezes durante a reunião a vereadora foi PROVOCADA por alguns participantes mal intencionados com perguntas provocativas e insinuações de que teria se vendido. O que a mesma esclareceu a todos que nunca havia participado de tais procedimentos, e que jamais negociou dinheiro com ninguém, e sim espaços com o Presidente da câmara para poder abrigar companheiros que a ajudaram financeiramente durante sua jornada.
Contudo as coisas não aconteceram como se imaginava. Do início de 2009 até o presente muito aconteceu. As Associações encaminharam o Movimento Polícia Legal, sem greves, sem paralisações, sem traumas, prisões ou exclusões com o total apoio da vereadora inclusive financeiro, mas a todo momento a mesma colocou de forma clara e transparente, inclusive em uma das assembléias da categoria que entendia que alguma coisa estava errada, pois no seu entendimento o governo estava cansando as entidades pra depois não atende-las, o que de fato ocorreu. E com seu estilo de LUTA entendia ser melhor paralisar as atividades pra poder o governo sentir a falta do efetivo e resolver cumprir a lei.

Interesses individuais, no entanto, não foram totalmente atendidos. O que resultou no rompimento da Diretoria da Associação de Cabos e Soldados com a candidatura de Sargento Regina a Deputada Estadual. Desde o início do ano de 2010 que a Diretoria da ACSPM-RN tentava desconstruir o projeto de levar a Sargento Regina a Assembléia Legislativa como representante política de um projeto coletivo, resultado da construção histórica de seu papel de liderança no seio da Categoria Policial e Bombeiro Militar.

Com o lançamento da candidatura começaram os ataques. Na tentativa de polarizar a representatividade da Categoria Policial e Bombeiro Militar, o Cb Jeoás – Presidente Executivo da ACSPM-RN deflagrou uma campanha contra a Sargento Regina. Rompeu definitivamente com o projeto do grupo que hoje congrega Associações representativas da capital e do interior do estado articulando o seu nome inicialmente como candidato a DEPUTADO FEDERAL , o que não foi acatado pelas demais entidades, sentindo-se sozinho passou a apoiar o nome de um candidato Oficial da PM e agora de um candidato civil mesmo sabendo que este candidato nada fez ate hoje pela categoria da PM e BM.

A ACSPM-RN guardou o vídeo gravado no início de 2009 até este momento para desconstruir o projeto da categoria. Editado primariamente e com o objetivo claro de desconstrução, o material apresenta apenas alguns trechos de uma conversa longa que, descontextualizados, tentam comprometer a imagem de idoneidade e de defensora intransigente da Categoria Policial e Bombeiro Militar construída pela Sargento Regina em sua trajetória como liderança na Associação de Subtenentes e Sargentos da PM e durante os quase dois anos como Vereadora na Câmara Municipal de Natal sempre em defesa dos MOVIMENTOS SOCIAIS e da CLASSE TRABALHADORA..

A divulgação do material editado desta forma é tão somente a tentativa desesperada de descredenciar a Sargento Regina como representante legítima dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Representação esta construída com luta, abnegação e paixão pela defesa dos direitos de policiais e bombeiros. As Associações representativas de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros repudiam a ação da ACSPM-RN e reiteram o apoio incondicional a Candidatura da Sargento Regina a Deputada Estadual por entenderem que a Sargento Regina é hoje, no RN a possibilidade real de termos uma representação no Legislativo do Estado.com a intenção de termos afinal vez , voz e voto em plenário na assembléia.

Eliabe Marques da Silva – Presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN – ASSPMBM-RN

Rodrigo Maribondo do Nascimento – Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN – ABM-RN

Clayton Jadson da Silva Rolim – Presidente da Associação de Praças de Mossoró e Região – APRAM

João Batista Dantas – Presidente da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares do Seridó – APBMS

Heitor Rodrigues de Lima – Presidente da Associação de Praças da Região Agreste - ASSPRA